Archive for outubro, 2012

Sessão Interfaces com produtos culturais (GT 6 – Comunicon 2012 PPGCOM ESPM)

segunda-feira, outubro 22nd, 2012

Maria Nazareth Bis Pirola, Doutoranda em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

Trabalho: O consumo da cultura midiática na escola.

Como se dá o consumo na escola? Quais são os fluxos de entrada da cultura midiática? Quais são os regimes de interação? Como crianças articulam suas competências semióticas? Essas são algumas das questões que motivaram a pesquisadora. Ela ressaltou a falta de pesquisas mais focadas na produção de sentidos em ato com as mídias. Utilizando como referencial teórico a semiótica discursiva,

Observação na escola, duas vezes por semana durante um ano. Observação, fotos, conversas, anotações em diário de bordo e semiotização dos dados.

Nas primeiras descrições e análises em  a constituição dos sujeitos em relação aos produtos culturais e midiáticos, identificou roupas iguais, estilos iguais, cortes de cabelo, entre outros. “em grupos os sozinhos, em espaços abertos ou fechados, os bens de consume da cultura midiática transcendem o aspect functional, são coadujuvantes fazem parte da construção corporal e propicial a identificação, a aproximação e a interação entre sujeitos.

Paola Prandini, mestranda da ECA_USP.

Trabalho: A vez da voz: a subjetividade em histórias de vida de jovens da periferia, por entre os muros de uma escola pública de São Paulo.

Pensar como se dá a produção de conhecimento sobre identidade no cotidiano popular e na escolar, a partir de práticas educomunicativas que enfocassem as narrativas de jovens da 8ª sere de uma escolar municipal da periferia de São Paulo (Lauzane Paulista). Este é o foco do trabalho da mestranda, que desde março realiza pesquisa que se estenderá até novembro de 2012. A pequisa contempla exibição de videos para que alunos se sintam motivados a falar sobre os temas propostos por essas produções. O trabalho segue a verteomo narrativas contribuiriam para construções identitárias. Compreender como a experiência do digital storytelling, por meio das práticas educomunicativas, pode contribuir para a produção de sentidos de indentidade. Como isso atua no desenvolvimento cognitivo.

Debora Burini, professor da UFSCar – Universidade Federal de São Carlos.

Trabalho: As experiências da linguagem televisiva na socidedade de consumos e os processos multimídia na escolar pública.

Com objetivo de refletir sobre o papel da linguagem televisiva nos processos multimídia dentro da perspectiva socializadora, Debora abordou projeto realizado na Escola Jesuíno de Arruda, em São Carlos. Mostrou que mídia pode ser utilizada com bons objetivos, com projeto Já é. A pesquisadora iniciou sua apresentação trazendo o contexto da sociedade brasileira em relação à cultura: baixo índice de leitura, pouco acesso a bens culturais, alto poder da televisão aberta comercial, consumo elevado de conteúdos audiovisuais e expansão do uso de celulares e internet. Proposta desmistificar a confecção de um vídeo. Proposta contou ainda com a comparação entre as estéticas presentes na mídia: de um lado, a estética da profundidade (quantidade menor de notícias e maior aprofundamento de discussão), que passou a dar lugar para a estética da velocidade.  O trabalho proprocionou discussão no campo da produção, Pensar na questão do consumidor que também se torna produtor. Corrigir a distorção sobre consume de video entre os estudantes.

Michele Luciana Petersen, mestranda da Universidade Feevale, e pela doutora Patrícia Schmidt Saraí. A apresentação foi feita por Michele, que relatou o desenvolvimento de seu trabalho.

Segundo Michele, educadores têm dividido o espaço de sala de aula com outras pedagogias, dentre elas a pedagogia do consumo. Os caminhos metodológicos escolhidos pela autora em seu trabalho incluem um mapeamento por meio de registros fotográficos de elementos que evidenciam as práticas de consumo dentro da escolar. Conta ainda com reflexão sobre os significados de infância que estão sendo ensinados pela pedagogia de consume e razer articulações com discursos evidenciados. Para as autoras, ao consumirem, as crianças reaformam a existência de uma infância produto. Segundo Michele, o trabalho se propõe a lançar um olhar para o teor pedagógico que essas novas pedagogias culturais vão exercer na produção das infâncias contemporâneas dentro e fora da escola.

Fábio Hansen, ESPM-SUL.

A idealização do mundo do trabalho e seu reflexo no discurso pedagógico de criação publicitária

Qual mercado irrompe no discurso pedagógico de criação publicitária? O real? O imaginário? Quais efeitos de sentido produz no ensino e aprendizagem de criação publicitária? Essas questões são balizadoras do trabalho de Fábio sobre o imaginário em relação ao mundo do trabalho. O autor realizou pesquisa por meio de perspectiva teórico-empírica, contemplando duas instituições universitárias (com documentação em áudio e video). O enfoque foi a imagem que o professor universitário constrói da criação publicitária. O professor fomenta um imaginário (ideal) preexistente, reforçando-o. Educador tem obsessão pela criatividade e seu desejo contamina o imaginário que se faz sobre o mundo do trabalho publicitário. Fábio indica a contradição – nutre-se no universo da sala de aula a promoção de uma realidade inalcançável no mercado de criação publicitária. O imaginário é atravessado pelo desejo da criatividade. Segundo Fábio, em sala de aula tem se trabalhado com um conhecimento vencido, o que pode contribuir para a falta de criticidade e a formação de cidadãos previsíveis, que tenham sua criatividade inibida. Isso resulta em uma impossibilidade de desviar o sentido dominante no mundo do trabalho e no ambiente educacional.

Marcelo Rodrigo de Avelar Bastos Alves e Maria do Carmo Barros de Melo, Universidade Federal de Minas Gerais. Trabalho foi apresentado por Marcelo.

Educação e campanhas em saúde: informar, conscientizar ou mudar comportamentos?

Pesquisa com artigos acadêmicos, levantamento de relatórios do Ministério da Saúde que apresentassem campanhas e grupos focais com 14 pedagogos. O autor ressaltou que o modelo para a área de saúde é calcado na educação não formal, colocando ainda o aluno como sujeito do processo.  Já a comunicação ainda resiste em um modelo transmissional (emissor-receptor), com menor ênfase para a proposta de comunciação como processo e de participação ativa do sujeito. No grupo focal, foram apresentadas campanhas da área de saúde. Identificou-se a quase totalidade do caráter informativo do material (e, em menor grau, do caráter formativo). Existe percepção das pedagogas de que campanhas de comunicação por si só não conseguem cumprir papel educativo em si – precisam de ações relacionadas. Ainda foi apresentada pelo público entrevistado a necessidade de que as campanhas não sejam somente pontuais. Os autores verificaram, pelo contato com o Ministério da Saúde, que o objetivo formal é a modificação de comportamento. Portanto, para o Ministério, há proposta educativa no material de comunicação. Para os autores, há descompasso. O autor finalizou sua apresentação, questionando se o papel das campanhas não estaria não som,ente na garantia da informação como também na formação dos cidadãos.

Texto: Andrea Antonacci (Mestranda PPGCOM ESPM)

CREATIVIDAD EN EL USO DE LOS FORMATOS PROMOCIONALES EN RED, com Pedro Hellin

segunda-feira, outubro 8th, 2012

Professor PEDRO ANTONIO HELLIN ORTUÑO

No dia 23 de outubro de 2012, das 14h 30 às 17h, na sala C503, o professor Pedro Hellin estará conosco em mais uma atividade programada do PPGCOM ESPM.

O tema da aula será: CREATIVIDAD EN EL USO DE LOS FORMATOS PROMOCIONALES EN RED

E serão abordados os seguintes tópicos:

1.El cambio en el lenguaje de los médios.

2. Valores y tendencias en la socialización pós-moderna.

3. Nuevos formatos e hibridación de la comunicación.

Mini-cv de Pedro Hellin: Licenciado en Publicidad y Relaciones Públicas por la Universidad Complutense de Madrid. Especialista en Comunicación Corporativa (U.Complutense de Madrid) y en Técnicas de Análisis Social (U. Alicante), Mestre en Sociología (Universidad Complutense de Madrid) y Doctor en Comunicación y Estudios Culturales (U. Sevilla). Visiting scholar en el Theory, Culture and Society Centre (U. Nottinghan Trent) bajo la dirección de Mike Featherstone.

Con experiencia como Redactor Creativo y Planner, después pasé a la Universidad Católica San Antonio y de ahí a la Universidad de Murcia, donde soy Profesor Titular y Vicedecano responsable del Grado en Publicidad y Relaciones Públicas. Profesor en cursos de postgrado en las Universidades de Murcia, Sevilla, Málaga, Cádiz, Alicante, Sao Paulo (Brasil), Monterrey (México), Oporto (Portugal) y Saboya (Francia). Autor de “Publicidad y valores posmodernos” (Ed. Siranda, Madrid, 2007), editor de “El discurso publicitario contemporáneo. Su relación con lo social” y otros libros, capítulos y artículos. Siempre en relación con el estudio de las relaciones entre la cultura social y la publicidad.

INSCRIÇÕES: enviar confirmação de presença para o e-mail: ppgcom@espm.br (com o nome completo, instituição e e-mail)

PPGCOM ESPM-SP