Archive for the ‘Entrevista’ Category

Entrevista – Profa. Dra. Marcia Tondato

terça-feira, agosto 31st, 2010

Ouça a entrevista concedida pela Profa. Dra. Marcia Perencin Tondato (PPGCOM ESPM).

A professora e pesquisadora relata um pouco de sua trajetória de estudos, que passa pelas questões da violência e também da telenovela.

Seu foco atualmente são as relações consumo, ficção e classes populares. E isso se desdobra, por exemplo, em pesquisas que buscam ao mesmo tempo as representações da mulher na publicidade e como as mulheres de níveis socioeconômicos mais baixos se veem representadas nessa comunicação.

Marcia finaliza falando de sua participação e suas percepções da IAMCR Conference, que aconteceu entre os dias 18 e 22 de julho de 2010, em Braga, Portugal.

Entrevista – Prof. Dr. Vander Casaqui

quarta-feira, agosto 4th, 2010

Escute aqui a entrevista em que o Prof. Dr. Vander Casaqui (PPGCOM ESPM) fala sobre sua trajetória profissional, sobre sua atual temática de estudo – as relações comunicação, consumo e trabalho – e como ela se desdobra em seus estudos sobre a publicidade.

Comunicação, cultura e tecnologia

quinta-feira, abril 15th, 2010

Leia a entrevista com a Profa. Maria Salett Tauk Santos, realizada na ocasião da Aula inaugural 2010 do PPGCOM ESPM.

COMUNICAÇÃO, CULTURA E TECNOLOGIA
ENTREVISTA COM MARIA SALETT TAUK SANTOS (UFRPE)
por Fernanda Elouise Budag

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O que você tem a dizer sobre as linhas de pensamento dos dois teóricos trabalhados em sua fala? Pierre Lèvy e Dominique Wolton.
Para nós pensarmos em ciência, não podemos – ou não devemos – ser maniqueístas. Quer dizer, todas as coisas contêm os seus contrários. Então, o que eu acho interessante, na teoria tanto de um quanto de outro, é que servem para dialetizar a discussão sobre a inclusão digital. De um lado, Pierre Lèvy é um pesquisador bem interessante porque ele levanta – talvez um dos primeiros a levantar – essa questão de ver a tecnologia como algo positivo. Porque, na realidade, nós não podemos satanizar a tecnologia. A questão são os usos da tecnologia. Será a inteligência quem vai guiar para onde vamos com essa tecnologia.
Porém, por outro lado, é importante que se levante a voz pra chamar a atenção a outros aspectos. Quanto mais se pluraliza as visões de mundo, ou os olhares sobre um mesmo objeto, mais se enriquece a experiência humana e a compreensão humana. Assim, Dominique Wolton é interessante porque ele levanta questões para que o mundo pense e repense que não é apenas uma questão de se plugar numa tecnologia ad fundum. Permite perceber que, pelo fato de ser um produto da sociedade capitalista, o econômico – e não apenas o cultural – está balizando essa experiência. Mais uma vez, quem tem mais poder, quem é mais plugado, é quem tem mais a “barganha” de ter os melhores hardwares, quem tem acesso para atualizar sempre e frequentemente os seus softwares.
Então, eu vejo assim: o pensamento dos dois – Lèvy e Wolton – como complementares a uma discussão ampla sobre esse momento que estamos vivendo, em que estamos construindo essa cibercultura. Mas também não podemos ser ufanistas ao ponto de dizer que esta é a verdade absoluta, porque tem o contraponto deles e de vários outros autores, como Trivinho e Martín-Barbero que costumo citar. Eles demonstram que de fundo há questões reais. Há questões que transcendem a virtualidade. Que é exatamente o domínio das esferas reais, concretas do homem.

Afinal, segundo suas pesquisas, inclusão digital gera inclusão social?
Não necessariamente. Quer dizer, principalmente a inclusão digital como ela vem ocorrendo. Está se levando para a inclusão digital todas as deficiências do mundo real. A questão dos telecentros, por exemplo. São questões muito concretas. Eles existem. Mas existem em quais condições? Quais são as condições de funcionamento? Falta uma assistência técnica permanente para que as pessoas se habilitem e sejam acompanhadas. Falta atualização dos hardwares e dos softwares. Quer dizer, colocar apenas a sigla inclusão digital em simples acessos ao computador ou à rede de computadores não garante a inclusão social.

Você deu alguns exemplos de ciberdemoracia. O que ela seria exatamente?
A ciberdemocracia é tão complexa quanto a vivência da democracia direta realmente. Nós poderíamos dizer que os desafios são os mesmos acrescidos mais ainda… Porque na ciberdemocracia ainda há esse pressuposto do domínio das linguagens dos softwares, da maneira específica que é a linguagem virtual. Uma linguagem que requer conhecimento de língua estrangeira. Pois nós sabemos que as mensagens na internet, os próprios nomes “orkutar”, “twittar”, são todos de origem da língua inglesa. Os próprios nomes “softwares”, “hardwares”. Toda essa linguagem vem de outra língua. Já começam por ai as barreiras a essa compreensão e a essa navegação.  E a questão da ciberdemocracia inclui não apenas o acesso do cidadão às esferas governamentais, mas também pressupõe esta comunicação lateral cidadão-cidadão, a organização desses internautas em redes, em grupos de discussão. Em fóruns virtuais em que eles possam discutir e se apropriar e propor políticas públicas. Não é apenas essa coisa reativa, de reação: o governo tem uma proposta e você entra lá e é contra ou a favor. Não é apenas isso. É a capacidade que o cidadão terá de exercer em sua plenitude a sua participação nos processos políticos. Em todos, dos mais simples aos mais complexos. E viver a sua cidadania acompanhado dos demais cidadãos.

Metodologicamente, quais as suas orientações aos nossos mestrandos que desejam estudar a cibercultura?
A primeira coisa, para se chegar a construir um objeto empírico de pesquisa – ou da pesquisa empírica – é o conhecimento das teorias. Então, o primeiro passo é uma pesquisa bibliográfica para você se apropriar de quais são as correntes teóricas que estão em jogo, quais são os autores que estão estudando essa questão. Depois, há uma coisa que antecede também. Essas leituras vão colocar você frente a frente com paradigmas, com olhares sobre esse objeto. Então cabe a você também discernir – e isso o orientador vai lhe ajudar – a partir de qual olhar você vai construir aquele objeto de pesquisa. Aquele olhar teórico-metodológico. Por exemplo, neste caso da inclusão digital versus inclusão social, qual é o grande aporte teórico e a grande compreensão paradigmática? É compreender a comunicação enquanto processo cultural, enquanto cultura. Então, trabalhamos a partir dessa compreensão, uma compreensão derivada dos Estudos Culturais, que possui também um veio derivado da própria teoria marxista, atualizada por Antônio Gramsci – na atualização do pensamento de Gramsci.
Uma vez compreendido a partir de qual olhar eu vou construir o objeto, é se apropriar da teoria – dos autores que trabalham essa questão – e a própria metodologia vai derivar desse aporte teórico. Porque, digamos, se eu digo que comunicação é uma questão de cultura, e que o sentido da comunicação está no receptor, evidentemente que a metodologia vai ser a do estudo de recepção. Privilegiarei o espaço da recepção enquanto produtor de sentido e então farei um estudo de recepção. Não vou estudar simplesmente o emissor, ou simplesmente o suporte onde está se dando essa questão. Vou estudar o espaço onde essa questão adquire sentido, que é no espaço da recepção.

Sobre a conjuntura do campo da Comunicação hoje, este ano. O que você teria para comentar, por exemplo, sobre a temática do Intercom de 2010, que é “Comunicação, cultura e juventude”?
A Intercom foi extremamente feliz com a escolha deste tema para nortear o seu 32º Congresso, em 2010. Porque a questão da juventude está na pauta de todas as políticas públicas para o desenvolvimento, para a educação etc. Então não é um simples pensar “a juventude é o futuro do país”. Não é apenas isso. É a juventude enquanto segmento. Segmento no qual é necessário que se produza e chame a atenção ao reconhecimento do que a juventude anda fazendo, anda reivindicando, os modos de ser e de viver dessa juventude para orientar políticas culturais. Porque o mundo está mudando. O mundo está numa grande crise não apenas de paradigma, mas é uma crise ambiental, ecológica e até de sobrevivência da própria espécie humana.
Assim, a juventude está nesse eixo fundamental, como caixa de ressonância dessas transformações todas e que representa uma população que dará continuidade aos desafios. A juventude tem que ter respostas a esses desafios. Por isso há que se compreender e que se conhecer o que a juventude anda fazendo, os novos sentidos, as novas sensibilidades, as novas necessidades. Para, em cima daí, se planejar e erigir políticas que venham ao encontro dessa população que, em última análise, é a quem nós vamos entregar o destino dessa mudança. Que a mudança tem que ser feita tem que ser feita. Agora, “como” é que a gente tem que estudar a partir dessas sensibilidades da juventude.

Carrascoza no Entrelinhas

segunda-feira, dezembro 7th, 2009

entrelinhas

Confira aqui entrevista com Prof. João Carrascoza (PPGCOM ESPM) no Programa Entrelinhas, da TV Cultura, que foi ao ar no dia 22 de novembro.

Carrascoza fala sobre literatura e também sobre o seu mais recente livro “Tramas publicitárias.