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Robert K. Logan no Brasil

segunda-feira, março 12th, 2012

O Departamento de Comunicação da PUC-Rio em parceria com a PUC-SP, UFRGS e UFC traz ao Brasil Robert K. Logan para uma série de aulas inaugurais e cursos, intitulada “Marshall McLuhan, Digital Media and their Connections”  além do lançamento do livro inédito Que é Informação?,entre 12 e 30 de março de 2012, com o apoio do CNPq e FAPESP.

Robert K. Logan trabalhou e publicou com Marshall McLuhan e, atualmente,é professor emérito em Física da Universidade de Toronto e cientista-chefe do Laboratório de Inovação Estratégica do célebre Ontario College of Art and Design (OCAD), com vasta experiência de pesquisa nas áreas de Teoria da Comunicação e Informação e Teoria da Complexidade,Estudos de Mídia e Design.

Entre seus numerosos trabalhos, destaca-se o livro inédito Que é Informação? que, com edição da Editora PUC-Rio/ Contraponto, será lançado com a presença do autor em Porto Alegre (12/3), Fortaleza (15/3),São Paulo (19/3) e Rio de Janeiro (27/3).

Coordenação Geral: Adriana Braga (PUC-Rio)
Coordenação UFRGS: Miriam Rossini
Coordenação UFC: Silas de Paula
Coordenação PUC/SP: Lucrécia Ferrara

Todas as palestras terão interpretação simultânea e transmissão ao vivo pela Web.
As inscrições serão gratuitas e serão fornecidos certificados aos/às participantes.

Maiores informações podem ser obtidas com as instituições nos seguintes endereços:

PUC-Rio: Marise (marise@puc-rio.br)
UFRGS: Miriam (miriam.rossini@ufrgs.br)
UFC: Silas ( silasdepaula@gmail.com)
PUC-SP: (www.pucsp.br/pos/cos)

Cápsulas para consumo N. 33

segunda-feira, janeiro 16th, 2012

Apple: na busca de um consumo mais humanizado, a companhia transforma tecnologia em artigo de luxo

Rafael Maia

 

A Apple é atualmente a maior companhia de tecnologia do planeta – tanto no que se refere a números de aparelhos vendidos no mercado quanto à preferência e conhecimento da marca em pesquisas com consumidores. Criada nos anos 70 por Steve Jobs e Steve Wozniak, nos Estados Unidos, a Apple é a fabricante do smartphone iPhone e, mais recentemente, da coqueluxe dos tablets, o iPad.

Ao longos dos mais de 30 anos de existência, a empresa de Palo Alto – na Califórnia – se especializou em vender mais do que peças, telas, aplicativos, chips, botões. A Apple aprendeu a vender o desejo quando transformou um assunto chato, frio e sem graça – como a tecnologia – em uma questão de luxo. Dentro da linha de determinados produtos, os da companhia de Steve Jobs sempre são os mais valiosos. Poucos smartphones são mais caros que um iPhone, que, no Brasil, por exemplo, beira a casa dos R$ 2 mil facilmente. O mesmo acontece com o iPad quando o assunto são os tablets, com os macbooks quando o assunto são os computadores portáteis móveis ou mesmo os iMacs, quando a conversa se dá em torno dos desktops – o computador de mesa.

Tudo, na verdade, espelha um único objetivo da empresa, que é o de transformar o consumo em algo mais humanizado. Um produto para um público personalizado, feito com cuidado de design, criado com um pensamento que envolve um time de pessoas para agradar outras pessoas – os consumidores.

As relações humanas são atualmente, segundo Zigmunt Bauman, influenciadas pela relação consumidor-objeto e o inverso também é verdadeiro. “O ambiente existencial que se tornou conhecido como ’sociedade de consumidores’ se distingue por uma reconstrução das relações humanas a partir do padrão, e à semelhança, das relações entre os consumidores e os objetos de consumo. Esse feito notável foi alcançado mediante a anexação e colonização, pelos mercados de consumo, do espaço que se estende entre os indivíduos – esse espaço em que  se estabelecem as ligações que conectam os seres humanos e se erguem as cercas que os separam”, diz o autor no livro “Vida para o Consumo”.

A Apple não vende somente o produto finalizado. Ela vende o glamour de uma peça exclusiva e deixa claro que não foi uma máquina que pensou naquilo – embora todos saibamos, que, na verdade, foram muitas máquinas. A companhia evidencia – até mesmo nos já clássicos eventos para a imprensa e para o público – que existe um grupo de pessoas por trás de cada detalhe, cada funcionalidade, cada traço de um novo aparelho da marca.

Ao mesmo tempo, a ideia é contrária à que o próprio Bauman discute ao citar Karl Marx e o “fetichismo das mercadorias”, como uma tentativa de esconder ou omitir a ação humana por de trás de determinados produtos, como eles tivessem surgido magicamente. “A descoberta da compra e venda da capacidade de trabalho como a essência das “relações industriais” ocultas no fenômeno da “circulação de mercadorias”, insistiu Marx, foi tão chocante quanto revolucionária: um primeiro passo rumo à restauração da substância humana na realidade cada vez mais desumanizada da exploração capitalista”, escreveu.

A empresa de Steve Jobs triunfa ao conseguir transformar um assunto chato e frio em um artigo de luxo na medida em que estabelece com o consumidor uma relação de exclusividade que o posiciona em um lugar privilegiado dentro da sociedade de que ele faz parte. No subtexto da Apple não está o fato de que aquele cliente se torna cidadão somente a partir do momento em que ele compra e tem um produto com a marca da maçã – até porque um Apple atinge uma classe financeiramente abastada a quem não parece interessar a discussão de se tornar um cidadão a partir do consumo de um produto já que, espera-se, ele seja cercado de outros tantos privilégios.

O que a Apple faz é inverter a lógica marxista de promover o fetichismo do produto ao invocar uma criação mágica. Ao transformar a tecnologia em um artigo de luxo, a Apple traz as pessoas para o centro da produção do produto, humaniza o processo e influencia as relações consumidor-produto e produto-pessoas.

DAMT: design, arte, moda e tecnologia

quinta-feira, setembro 8th, 2011

A organização do DAMT, em seu 7o. ano de publicação convida professores, alunos, pesquisadores e profissionais da área a enviar trabalhos e contribuir para um debate que permeia os inúmeros artigos já publicados.

Nesta edição serão aceitas traduções de textos, ensaios e artigos de autores estrangeiros e resenhas de livros, que fortaleçam a discussão das interrelações do Design e outras áreas.

O sucesso deste projeto resulta da integração entre os programas de Pós-Graduação em Design da Anhembi Morumbi, da PUC-Rio e da UNESP Bauru; bem como do apoio da Edições Rosari. A publicação conta com um Conselho Científico para acompanhar a sua organização.

Outras informações: 11-5095-5634

Redige V. 1, N. 1 (2010)

sexta-feira, dezembro 10th, 2010

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A Revista de Design, Inovação e Gestão Estratégica (REDIGE), periódico científico do SENAI/CETIQT, está recebendo artigos para composição do  próximo número, a ser publicado ao final de abril de 2011.

As seguintes área são de interesse da revista: Administração/Artes/Design/Engenharia de Produção/Engenharia Química/Engenharia Têxtil/Moda/Produção do Vestuário.

As submissões podem ser encaminhadas pela plataforma www.cetiqt.senai.br/redige.

A edição especial de lançamento, com 19 trabalhos publicados, está disponível online no mesmo endereço.