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Juventudes e Gerações no Brasil Contemporâneo

terça-feira, março 6th, 2012

A 1ª edição, recém lançada (2012), do livro “Juventudes e Gerações no Brasil Contemporâneo”, organizado pela Profa. Dra. Lívia Barbosa (ESPM)oferece um panorama interessante e diverso das juventudes brasileiras em três diferentes áreas: mundo digital, estilo de vida e mercado de trabalho e carreiras.

Na primeira parte, encontram-se temas que vão da relação da juventude com a música digital até a discussão sobre a maior facilidade do jovem em lidar com os aspectos tecnológicos da vida cotidiana, passando pela ênfase no aspecto físico dos avatares no mundo da Second Life.

O processo de escolha do veganismo como opção alimentar e suas múltiplas relações com a sociabilidade, o consumo de roupas no universo funk e os seus significados são alguns dos temas que compõem a segunda parte.

A relação entre educação e mercado de trabalho, o significado da carreira e a mobilidade dos jovens na sociedade contemporânea, quando estudar no exterior hoje se torna parte da sua qualificação, são as temáticas que constituem a terceira e última parte do livro.

No capítulo 2 com a temática “Entretenimento e tecnologia” encontra-se o artigo “Screenagers: entretenimento, comunicação e consumo na cultura digital” da Profa. Dra. Gisela  G. S. Castro (PPGOM – ESPM). A autora mapeia as práticas dos chamados screenager (screen: tela; teenager: adolescente), termo utilizado para identificar uma parcela da juventude e um corte geracional, que se caracteriza pelo uso de celulares, consoles de jogos, computadores, tablets e outros dispositivos portáteis, todos possuidores de telas (screen), daí o termo “geração das telas”, no seu cotidiano. A autora nos chama a atenção para o entrecruzamento de lógicas de entretenimento e de consumo que se misturam no contexto dessas práticas e para o processo de construção social do consumidor-interator na contemporaneidade.

O artigo “Juventudes, comunicação e consumo: visibilidade social e práticas narrativas” da Profa. Dra. Rose Maria de Melo Rocha (ESPM) faz parte do capítulo 9 dedicado ao “estilo de vida e participação social”. O artigo tem por objetivo mapear analiticamente as interfaces estabelecidas entre as culturas juvenis e as culturas do consumo, particularmente em sua base midiática. Interessa à autora problematizar duas categorias de representações: as representações midiáticas hegemônicas, veiculadas massivamente sobre os jovens; e as representações midiáticas não massivas, produzidas pelos jovens. A partir de uma análise antropocomunicacional dessas narrativas e midialidades a autora aborda os modos juvenis de ser e estar no mundo permeados pelo consumo e diretamente relacionados às estruturas comunicacionais do social.

Mais informações:Imagem_livro_juventudes

http://www.editorasulina.com.br/img/sumarios/566.pdf

Cápsulas para consumo N. 29

quarta-feira, dezembro 14th, 2011

JUVENTUDE E CONSUMO

Fernando Viegas

É difícil padronizar a juventude atual devido a intensa correria do dia-a-dia da qual a pós-modernidade mantém-se refém. Sabe-se que os fatores de classe, a faixa etária, a cultura e a instrução de cada jovem variam numa amplitude difícil de mensurar. Eles estão inseridos em uma categoria diversa, complexa, multifacetada. Estão acostumados a trocar mensagem por celular, notebook, iPad. Postam vídeos de suas rotinas no youtube, nas redes sociais. Vivenciam, em geral, os três turnos diários de forma diferente: em um turno são estudantes, no outro turno são trabalhadores, outro turno são filhos ou também consumidores. Mas uma força aparentemente recente permeia a maior parte deles: a facilidade no acesso as novas tecnologias. O jovem atual está inserido no mundo das novas tecnologias, dispõe de tempo para isso, gosta de música e se liga a outros grupos principalmente por relações virtuais, como por comunidades no facebook, orkut e outras redes sociais.
Seja pelo pessimismo de Zygmunt Bauman na sua “Modernidade Líquida”, seja pelo dinamismo do dia-a-dia, muitas são as críticas voltadas para os jovens. Eles são acusados de subversivos, sem regras, sem limites, irreverentes, indecisos e influenciáveis. Considera-se essa fase fortemente ligada aos desvios de conduta esperados pela grande maioria. É como se a juventude atual quisesse ser diferente dos outros para ser igual ao grupo a que deseja pertencer. Com relação ao consumo, contudo, esse público é fortemente valorizado, em paradoxo a sua conduta. Isso acontece principalmente pelos recentes crescimentos do poder aquisitivo dessa faixa-etária na atualidade.
A mesma sociedade que condena os jovens como seres errantes, valoriza-os como notórios consumidores. É como se houvesse uma mudança na frase “penso, logo, existo” de Descartes para “tenho dinheiro, logo existo”. Esse novo consumidor mostra-se muito mais exigente e dispõe de mecanismos virtuais para criticar ou valorizar o produto / serviço o qual está consumindo. Isso acontece porque o jovem, em geral, tem mais acesso a informação e a mecanismos de comunicação em comparação a gerações mais antigas. Esse novo consumidor tem a liberdade de ser o que quiser e, obviamente, de consumir o que quiser. Descarta as coisas com muita rapidez e não se contente com o mínimo que o produto pode lhe proporcionar. Sempre busca o novo, o melhor.
Essa postura mais ativa da juventude com relação ao consumo está fortemente relacionada com a pós-modernidade. Na pós-modernidade, tudo é descartável e muito fácil. Preza-se a ideia da liberdade. Aceitar a lei do mercado é a única regra da pós-modernidade. Age-se pelo impulso de comprar. Consumir deixa o jovem mais feliz. Muitas vezes ele parece valorizar apenas a marca que consome e não o que realmente é. Os valores pessoais parecem não funcionar mais. Preza-se mais o “parecer” e não o “ser”, de fato.
Não existe solução para modificar essa realidade, o mercado, assim como as gerações mais antigas terão que se adaptar a essa nova forma de consumir do jovem. A esperança que resta é apostar nas novas gerações (como a geração Z) que, dentro de alguns anos, manifestarão atitudes expressivas e próprias de consumo, esperamos que consciente e equilibrado.

Prof. Oscar Aguilera hoje na ESPM/SP

sexta-feira, setembro 10th, 2010

 

Oscar Aguilera (Chile) e Rose Rocha (ESPM)

Oscar Aguilera (Chile) e Rose Rocha (ESPM)

O PPGCOM ESPM teve o prazer de receber hoje (10 de setembro de 2010) o Prof. Dr. Oscar Aguilera, do Instituto de Ciencias Sociales da Universidad Católica del Maule, do Chile.

O professor proferiu a palestra Juventud, comunicación y nuevas politicidades, problematizando as questões de juventude e política na contemporaneidade.

Juventud, comunicación y nuevas politicidades

segunda-feira, agosto 23rd, 2010

O PPGCOM-ESPM convida para a palestra Juventud, comunicación y nuevas politicidades, a ser ministrada pelo Prof. Dr. Oscar Aguilera Ruiz no dia 10 de setembro próximo, das 14h às 16h, no auditório Victor Civita, seguido de debate com o expositor.

As inscrições para o evento podem ser feitas gratuitamente pelo e-mail: mestrado@espm.br.

Oscar Aguilera Ruiz é acadêmico do Instituto de Ciencias Sociales da Universidad Católica del Maule (Chile). Investigador da CLACSO (Consejo Latinoamericano de Ciencias Sociales) no Grupo de Trabajo “Juventud y nuevas prácticas políticas en América Latina”, integra ainda a RED SUR, Intelectuales y Trabajadores de la Cultura (UNESCO-Montevideo).

Doutor em Antropologia Social e Cultural, pela Universitat Autónoma de Barcelona, com a tese “Movidas, Movilizaciones y Movimientos. Cultura política y Políticas de las culturas juveniles en el Chile de Hoy”.

Articula seu eixo de trabalho acadêmico a partir dos cruzamentos entre cultura, comunicação e política, com especial ênfase nos estudos da juventude e dos movimentos sociais.

Entre suas publicações mais recentes encontram-se: “De jóvenes y juventudes: transformaciones socioculturales y cambios generacionales en América Latina”. In Globalización y justicia social, Fundación Telefónica- Editorial Ariel, Barcelona; “Los estudios sobre juventud en Chile: coordenadas para un estado del arte”. In Revista Última Década, año 17 Nº31 diciembre 2009. CIDPA, Centro de Estudios Social, Valparaíso;”Aproximaciones interpretativas a las relaciones entre juventudes, violencias y culturas”. In Revista Observatorio de Juventud, año 6 Nº 23, septiembre de 2009. Instituto Nacional de la Juventud, Santiago; “Políticas de visibilidad y ciudadanía. La construcción mediática de la protesta social en Chile”. In Revista Comunicação, Mídia e Consumo, ESPM, Brasil.

Informações:
Telefones: (11) 5085-4638 / 5085-4689
Site: http://ppgcom.espm.br
E-mail: mestrado@espm.br
Local: Auditório Victor Civita | Rua Dr. Álvaro Alvim, 123 – Vila Mariana / São Paulo