Posts Tagged ‘televisão’

Cápsulas para consumo N.36

quarta-feira, fevereiro 1st, 2012

Grupos de Legendas e Fansubs no Submundo da Internet.

Bruno Henrique Marques de Mendonça

 

No submundo da Internet, entre os becos escuros e silêncios do ciberespaço reúnem-se os membros dos Grupos de Legendas ou Fansubs. Pessoas que emprestam o seu conhecimento para que outras tenham acesso à tradução dos episódios de séries e filmes lançados fora do Brasil.

São produções de fãs, feitas para outros fãs. Os grupos se organizam e dividem o trabalho entre seus membros garantindo uma produção rápida e eficiente. A divisão, normalmente, contempla a tradução, sincronização e revisão de cada legenda. O tempo dedicado a uma legenda de um episódio de série com 40 minutos pode levar até 10 horas entre o começo do trabalho e a postagem do produto final. Ou seja, estamos falando de uma atividade que demanda tempo e capacitação de cada individuo envolvido.

O problema é que a produção dos grupos de legendas esbarra legalidade. O artigo 29, inciso IV da Lei do Direito Autoral indica a ilegalidade da produção alternativa de legendas. Segundo a lei, a tradução de uma obra só pode acontecer com a autorização de seu autor.

Amparados por essa lei, os grandes estúdios, detentores dos direitos autorais de filmes e séries de TV, tentam a todo o custo impedir a produção dos grupos de legendas. Muitos deles já foram perseguidos, retirados do ar, ameaçados com processos e multas milionárias. A repreensão é grande, porém, nada eficaz, já que os sites ficam fora do ar por um ou dois dias e retornam hospedados em outros países. Mas aqui entra um questionamento interessante: não seria mais proveitoso para os estúdios achar uma forma de incentivar, ajudar, subsidiar ou até mesmo tirar proveitos das produções dos grupos de legendas?

Simples. O consumidor das legendas é aquele cara aficcionado por filmes, que espera que o cinema de sua cidade passe aquele filme independente que demora mais de um ano para ser exibido no circuito nacional. Ou é o fã da série que precisa esperar mais de um ano para ver os episódios da nova temporada exibidos, dublados, com comerciais no meio, pelo canal da cara TV a cabo. O adepto da pirataria de verdade compra CD no camelô, sem se importar com qualidade do que está vendo e não são de longe as pessoas de quem estamos falando.

As mesmas pessoas que produzem e consomem as legendas alternativas são as que vão aos cinemas, compram DVDs e assinam TV a cabo. São de fato aqueles que ajudam a gerar o lucro dos grandes estúdios, dos canais da televisão paga. Fato demonstrado inclusive pelos próprios grupos de legendas em contrapartida as ameaças de fechamento de seus sites. Em 2009, pouco depois do site Legendas.tv, repositório de todos os grupos de legendas ser pressionado pela APCM, Associação Antipirataria de Cinema e Música, o grupo de legendas InSubs, que produz as legendas alternativas de seriados como House, How I meet Yout Mother e Two and a Half Man, convocou seus adeptos para tirarem fotos de suas coleções de DVDs, decodificadores de TV a cabo, itens colecionáveis de suas séries e filmes favoritos. O resultado foi uma coleção de mais de 700 fotos de escrivaninhas abarrotadas de boxes de temporadas de Lost, Smallville, Friends, Heroes e muitas outras séries. 

Renegar a distribuição alternativa fica com a cara das homéricas guerras entre as gravadoras e o Napster, entre as bandas e os fãs adeptos do download. Alternativas viáveis para os dois lados foram criadas mostrando que o fã que gosta do som da banda está disposto a pagar por ela, incentivando e garantindo o ganha pão de seus ídolos, mas não está nenhum um pouco disposto a aturar o sistema burocrático de distribuição. Atitudes de grandes bandas como Radiohead, Coldplay e Nine Inch Nails demonstram certo progresso nessa discussão. Uma adequação obrigada pelos novos tempos de compartilhamento.

E nos filmes e séries? Se os estúdios forem espertos poderiam entender que a prerrogativa dos grupos de legendas e do consumo de filmes e séries por download baseiam-se em pilares de distribuição e comercialização. O usuário não quer nada caro e demorado. Quer ter acesso ao episódio novo da série quando ela sai, do filme quando ele estreia fora do país. Chegariam a conclusão que motivação de quem perde noites de sono para legendar séries de maneira alternativa é tentar pertencer um pouco àquela produção da qual ele gosta tanto. Tentar exercer a sua função de poder, mostrar que pode é possível mudar o curso das coisas e antecipar um novo episódio ou um novo longa. Demonstrar que o sistema está perdendo para as evoluções, ou para a criação de novos sistemas baseados na participação, no compartilhamento e na troca mutua de conteúdo.

Pós-Graduando do MBA em Gestão da Comunicação Online, Marketing Digital e Publicidade na Internet – COMDPI pela UTP-PR. Bacharel em Comunicação Social com habilitação em Publicidade e Propaganda, graduado pela PUCPR.
E-mail: obrunomendonca@gmail.com

Cápsulas para consumo N. 32

segunda-feira, janeiro 16th, 2012

A “Cabritinha” voltou: o consumo de telenovela e sua manifestação no TwitterMônica Pieniz

 

Acompanhar a repercussão de telenovela através dos comentários da audiência no Twitter tem se tornado divertido. A criatividade dos consumidores nas mensagens que trazem um cruzamento de personagens e atores em diferentes tramas, acionados por esta “memória coletiva” e este gosto dos brasileiros por telenovela mostra o engendramento entre diferentes meios no contexto da convergência midiática (JENKINS, 2008).

Tweets que me chamaram a atenção logo na estreia de Fina Estampa, atual novela do horário nobre da Globo, foram as de piadas entorno da personagem Solange interpretada por Carlina Macedo, a qual havia interpretado a Kelly em Passione (GLOBO, 2009;2010). Kelly, que transitava entre infância e adolescência era ingênua e abusada pela avó, a vilã Valentina – que a chamava de Cabritinha e que, por sua vez, era chamada de Velha Porca por sua neta Clara, irmã mais velha de Kelly. A avó era acusada de exploração sexual de menores. E Solange, em Fina Estampa,  é uma rebelde adolescente, apaixonada por funk,  arte praticada escondida do violento pai, e apoiada pela mãe.

Carolina Macedo em Passione como Kelly. Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/tv-novelas- famosos/reportagem/acontece/passione-valentina-vende-kelly-novo-jonisval-610624.shtml Acessado em: 25/09/11.

Carolina Macedo em Passione como Kelly. Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/tv-novelas- famosos/reportagem/acontece/passione-valentina-vende-kelly-novo-jonisval-610624.shtml Acessado em: 25/09/11.

Os tuiteiros não tardaram em relembrar a Kelly e mostrar que a Cabritinha voltou e que sua avó, Dona Valentina, se orgulharia dela como funkeira. Comentários como “@Isinhadm Isadora Dantas: Velha porca deve ta numa alegria de ver a cabritinha toda vagaba no baile funk #finaestampa”. A novela Passione continua sendo lembrada: “@LeonardoTavora Leonardo Tavora Dias: Gente, mas nao e q a Gemma tava certa? Essa irma da Clara ta se revelando! #FinaEstampa #Passione” e “@_OdeteRoitman_ OdeteAlmeidaRoitman: Coitada dessa cabritinha! Sempre perseguida. Fantasma da @dona_valentina assombrando! #FinaEstampa”. Além dos comentários gerais acerca da personagem: “@daniornelas Danielle Ornelas: Cada dia q passa mais vergonha alheia da cabritinha eu tenho #finaestampa” e, a mesma reitera, “@daniornelas Danielle Ornelas: Nao basta dancar, tem q cantaaar tb ne cabritinha pirighethyyy hahahahhaahaha #finaestampa”, e  “@Teledramaturgia Nilson Xavier Ala a cabritinha piriguetchy! Ah se a @Dona_Valentina ve! #FinaEstampa”.

 

            Inusitado também é a manutenção de perfis fakes de personagens de novelas anteriores, interagindo com os demais perfis acerca dos conteúdos televisivos. Dona Valentina, a Velha Porca de Passione, e Norma Vingativa, de Insensato Coração (GLOBO, 2010;2011), por exemplo, fazem hoje uma costura temática entre as três últimas novelas do horário nobre e também comentam assuntos gerais. “@_NormaVingativa Anja Norma Amaral: Olha a cabritinha da Kelly ai gente, mostrando que aprendeu direitinho com a velha porca #FinaEstampa”, e o próprio perfil fake da Velha Porca e “@dona_valentina Dona Valentina: Cabritinha ON #FinaEstampa” e “@dona_valentina Dona Valentina  Núcleo Cabritinha #Finaestampa”.

Carolina Macedo em Fina Estampa  como Solange. Fonte: http://pordentrodatvglobo.blogspot.com/2011/09/fina-estampa-baltazar-joga-o-som-de.html Acessado em: 25/09/11.

Carolina Macedo em Fina Estampa como Solange. Fonte: http://pordentrodatvglobo.blogspot.com/2011/09/fina-estampa-baltazar-joga-o-som-de.html Acessado em: 25/09/11.

Fatos como este são comuns neste novo cenário de consumo de telenovela acompanhado pela internet, especificamente no Twitter onde a prática de consumir telenovela e emitir tweets parece ser simultânea, na maioria dos casos.  Esta é uma forma diversa e contemporânea de relação com os meios, uma espécie de consumo compartilhado. Indivíduos assistem televisão, ouvem rádio, estão no cinema, leem jornais impressos ou digitais e comentam no Twitter, compartilham links, buscam mais informações com seus pares ou, mesmo, tornam-se reprodutores e emissores de informações.

Há um potencial de troca e interrelação midiática jamais visto. Os modos de perceber os produtos midiáticos estão mais visíveis hoje, deixam rastros e estes, por sua vez, possibilitam novas análises. Novas táticas (CERTEAU, 2004), não mais silenciosas, são operadas pelos consumidores e visibilizadas na mídia pessoal, em contraponto ou em relação às estratégias de meios massivos. Ou seja, é o consumo de telenovela estudado em outro meio que não o televisivo. Ou seria também o consumo da novela pela web? Sim, pois tão divertido quanto ver na televisão é acompanhar as manifestações no Twitter. Esta é uma nova ritualidade, como diria Martin-Barbero (2008) e como ela se configura?

O cenário que hoje se delineia a partir da convergência parece alterar o campo midiático e promovê-lo a um status de ambiência onde os pólos de emissão e recepção se mesclam. A reestruturação do jornalismo, que conta com a participação cada vez maior de amadores com seus aparelhos móveis de captura de som e imagem na apuração dos fatos, a publicidade se utilizando de narrativas e envolvimento maior com os consumidores, a ascensão das comunidades virtuais e das redes de ciberativismo que têm repercussão off line, a criação e manutenção de um enciclopédia coletiva e colaborativa na web, são outros exemplos comuns neste cenário.

O consumidor, que antes interagia em sua rede social off line e produzia sentidos a partir dos conteúdos midiáticos, passa agora a ter a oportunidade de interagir e conhecer o que os demais consumidores estão pensando, além das fronteiras do tempo e espaço off line. O consumo torna-se um processo coletivo (JENKINS, 2008) e, no caso do Twitter, ao mesmo tempo em que comentam sobre telenovela, seus próprios comentários são consumidos pelo seu público da web.

Estamos vivendo com a telenovela de uma forma inusitada ((relembrando o clássica obra de LOPES, BORELLI e RESENDE, 2002)? A nossa leitura social da novela das oito/nove (relembrando o clássico de LEAL, 1986) está virando escritura ou cobertura popular  simultânea transmitida pelo Twitter? A inovação e a reconfiguração nas apropriações sempre ocorrem, mudam os meios e as táticas, mas permanece o desejo de apropriação, do consumo e inovação, em diferentes escalas.

JENKINS, H. Cultura da convergência. São Paulo: Aleph, 2008. 

MARTÍN-BARBERO, J. Dos meios às mediações: comunicação, cultura e hegemonia. 5 ed. Rio de Janeiro: Editora Uerj, 2008.

CERTEAU, M. A invenção do cotidiano: artes de fazer. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994.

LEAL, O. A Leitura social da novela das oito. Petrópolis, RJ: Vozes, 1986.

LOPES, M.; BORELLI, S.; RESENDE, V.; Vivendo com a telenovela: mediações, recepção, teleficcionalidade. São Paulo: Summus, 2002.

Cápsulas para consumo N. 30

quarta-feira, dezembro 14th, 2011

A arte imita a vida: dois mundos vividos pelas empregadas domésticas retratadas no programa A Grande Família
Denise Avancini Alves

A tela da TV acolhe e reflete uma série de mundos. Mundos esses que vão, desde aqueles que zapeamos de forma rápida, àqueles que nos fixamos, ora com intuito aspiracional, ora com intuito de lazer ou informacional. Nesta categoria podemos ilustrar exemplos que nos auxiliam no processo reflexivo, mesmo que de forma cômica, em alguns momentos.

Noite dessas, ao assistir ao episódio As 2 mães de Lineu de A grande família (Rede Globo, 2011), veiculado em 25/08/11, foi possível perceber a dualidade dos mundos vividos pelas empregadas domésticas, também retratado em estudos de Everardo Rocha e Carla Barros, no artigo “Entre mundos distintos: notas sobre comunicação e consumo e um grupo focal”.
Durante o episódio, Bebel (Guta Stresser) se cansa de depender do dinheiro de Agostinho (Pedro Cardoso), seu marido, e arruma um emprego como doméstica em um apartamento de luxo na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Com o acesso a esse novo cenário, Bebel começa a comparar a vida da patroa com sua vida real, chegando ao ápice do enredo quando ela e Agostinho desfrutam do conforto do local, vivendo como se a casa da patroa fosse a deles, usufruindo seus produtos e equipamentos, culminando com um flagra da patroa.
Em trechos do diálogo entre a empregada doméstica e a patroa, é possível identificar a necessidade desta de apresentar produtos (e seus manuseios e cuidados) que até então eram desconhecidos pela empregada.

(Patroa): Muito cuidado ao lavar as taças de vinho. São todas de cristal.
 (Bebel): Desculpe perguntar Dona Arlete, mas qual a diferença entre o vidro e o cristal?
(P): É mais ou menos o seu salário.

O humor – peculiar ao programa – é sempre um ingrediente interessante a ser analisado nos discursos, e dilui o peso da diferença das realidades tão distantes, reforçando a percepção de que bens são adequados para expressar distinções sociais. Como indicado por Rocha e Barros (2008, p. 198), “mesmo que não tenham condições materiais de comprar muitos dos bens oferecidos pelo mercado, as informantes [as domésticas] estão em contato permanente com os símbolos e valores desse universo”.  Somado a isso, tem-se a identificação de personalização de produtos, nesse caso, realizada pela patroa no segmento do vestuário, onde roupas de grife ganham um significado diferenciado, promovendo a visibilidade do status de determinadas classes.

(P): Tudo climatizado. Essa aqui, cuidado, muito cuidado. Se você quebrar as garrafas vou ter que cortar suas duas mãozinhas. Ahaha (..,)
 (P): A TV, a TV é muito sensível. Não pode passar pano. Tá? Cuidado mesmo, olha, você está me escutando, cê vai ter que ter é com minhas roupas. A que tiver nome e sobrenome você lava à mão.
(B): Roupa tem sobrenome?
(P): Gianni Versace, Dolce e Gabbana, Yves Saint Laurent

Por outro lado, embora não observado no episódio de A grande família, a empregada doméstica também apresenta suas peculiaridades, se caracterizando como uma especialista de produtos de limpeza ou alimentos mais corriqueiros, por exemplo (ROCHA e BARROS, 2008). Portanto, produtos voltados à prática profissional, que se destacam no repertório da empregada doméstica, geram influência de consumo junto às patroas. De certa forma, a admiração (ou influência) se inverte, tornado-se de mão dupla, embora com pesos ou dimensões diferentes.
A vivência contínua no ambiente profissional faz com que a empregada doméstica compare a sua realidade com a da patroa, muitas vezes compartilhando tal discurso com os demais membros da casa. Assim, tem-se o fundamento da teoria trickle-down (Simmel apud Rocha e Barros, 2008), onde os hábitos de consumo ou produtos passam a ser adotados pelas empregadas após o conhecimento na casa da patroa. Embora não bem sucedida no episódio (visto que o mesmo retrata a intenção, não a ação de adquirir o produto), Bebel fez o mesmo. Conversando com Agostinho, quase que num tom reclamatório, indica sua insatisfação:

(B): A televisão do quarto de empregada é maior que a nossa.

Nesse caso, o consumo representa um sinal de ascensão social, indicador de possibilidades e de vínculos que podem ser traduzidos em produtos, como tamanhos de telas de televisão ou tipos de taças (vidro ou cristal), como retratados no programa. Ao mesmo tempo, quando o acesso ao produto não ocorre, pode gerar uma frustração, provavelmente implicado em ruídos com os públicos envolvidos (patroa ou família).
O consumo, portanto, ultrapassa o utilitarismo, tendo nas dimensões sociais e culturais um novo prisma de análise. O episódio encerra, mas não a discussão do tema. Certamente, a dualidade de mundos serve para refletir, dando espaço para as diferentes formas de manifestação do consumo em todos os ambientes e cenários. Como indicado por ROCHA e BARROS (2008, p.186), é importante debater algumas formas pelas quais práticas, arranjos coletivos e identidades sociais podem ser definidas e orientadas em meio a um complexo jogo que envolve cultura, comunicação e consumo. É nesse cenário que habita o fascínio da pesquisa, mesmo que retratado em formato de episódios.

Referência

ROCHA, Everardo; BARROS, Carla. Entre mundos distintos: notas sobre comunicação e consumo e um grupo focal. In: BACCEGA, Maria Aparecida (Org.). Comunicação Cultura e Consumo. São Paulo: Atlas, 2008., p. 187 – 202.

Grupo de Pesquisa: teleficção brasileira

terça-feira, julho 12th, 2011

Reunião de 06/07/2011: visita do roteirista Rodrigo Amaral

O Grupo de Pesquisadores da ESPM articulados ao programa PROSUP/CAPES, coordenado pela Profa Dra Maria Aparecida Baccega responsável pelo projeto de pesquisa 2011-2013  “Abordagens da relação comunicação e consumo na teleficção brasileira”   recebeu a visita do roteirista Rodrigo Amaral.
Formado em Arquitetura pela FAU-USP gostava de escrever e iniciou suas atividades fazendo parte das equipes que redigiram para as minisséries “Um só coração”, “JK” e a telenovela Tititi. Nessa visita, entre outros temas, relatou suas atividades como roteirista, qual o papel das pesquisas de opinião do público, como trabalhar o diálogo ficcional de um personagem real como foram os casos do ex-Presidente Juscelino Kubitschek e Francisco Matarazzo Sobrinho, o Ciccillo Matarazzo, dono do maior parque industrial de São Paulo e fundador do MAM (Museu de Arte Moderna), em 1948.
Discorreu também sobre dinâmicas entre o diretores e  equipes de criação de roteiros.Na foto abaixo encontram-se da esquerda para direita: Profa Dra Isabel Orofino do PPGCOM-ESPM, Mestrando Walfredo Campos, Rodrigo Amaral, Profa Dra Maria Aparecida Baccega do PPGCOM-ESPM, Mestranda Aliana Aires e Mestranda Andrea Antonacci.

Isabel Orofino, Walfredo Campos, Rodrigo Amaral, Maria Aparecida Baccega, Aliana Aires, Andrea Antonacci.

Isabel Orofino, Walfredo Campos, Rodrigo Amaral, Maria Aparecida Baccega, Aliana Aires, Andrea Antonacci.